Carrego o peso da lua,
Três paixões mal curadas,
Um saara de páginas,
Essa infinita madrugada.

Paulo Leminski 

Você nunca pode dizer o que está incomodando alguém. Até coisas mais triviais podem se tornar terríveis quando você entra num certo estado mental. E o pior de todas as fadigas e tormentos produzidos pelo medo e pela agonia é aquele que você não consegue explicar ou compreender ou até mesmo pensar, apenas se lança sobre você e não tem como sair dela. O suicídio parece incompreensível, a não ser que você mesmo esteja pensando nele.

Charles Bukowski. 

Eu, do fundo do meu coração, tenho um orgulho absurdo de ser quem eu sou. Não vou dizer que é fácil, e que nunca deu vontade de desistir, mas vale muito mais a pena continuar.

Tati Bernardi. 

Você chegou em minha vida na hora certa. Com teu jeito cheio de manias, teu cheiro gostoso que da vontade de ficar contigo o tempo todo, com seu sorriso que me fazia perder a noção de tudo, me ensinou a amar verdade, a te respeitar, a me cuidar. Todos os dias quando eu acordo, a primeira coisa que faço é sentir a sua falta. Bate uma saudade um arrepio ao lembrar seu cheiro. O encanto da sua voz me faz sempre querer te escutar cada vez mas. Quero dividir a cama, toalha, mesa, coberta, uma vida, momentos com você, e alias, só com você. Vou te abraçar forte, e te falar o quanto eu te amo, vou te amar a cada novo dia, e cada vez mais, e mais e mais. Prometo não te decepcionar, e amor não vai faltar. Simples não é, mas o amor tem seu significado, a vida tem um significado, as flores, os animais, tudo tem, e tenho total certeza que o meu significado é você.

Carlos Antônio. 

Não adianta. Eu nunca vou conseguir tomar sorvete sem me lambuzar feito uma criança de cinco anos. Eu nunca vou aprender a beber café, colocar água na forminha de gelo sem derramar, nem conseguir soltar uma gargalhada um pouco mais baixa. Eu nunca vou deixar de rir da cara daquelas menininhas estúpidas que saem de casa para caçar homens e não veem problema algum em sair dando pra meio mundo afora. Eu nunca vou parar com a mania de roer as unhas ou deixar um pouco de suco de uva no copo. Eu nunca vou deixar de sentir tremores em todos os andares do meu corpo ao perceber que estou sendo encarada por qualquer pessoa que seja. Não adianta, não há solução, não vim com devolução de fábrica. Eu sou assim e ponto. Nunca vou me acostumar em acordar cedo, como também nunca vou me acostumar com o fato de ter mais gente passando fome do que mais gente dando valor ao pouco que possui. Nunca vou entender porque algumas pessoas andam com o nariz empinado como se elas fossem as melhores do mundo, mesmo sabendo que não são. Nunca vou conseguir deixar de bater o dedinho do pé na quina, como também nunca vou conseguir entender o que o locutor de futebol na rádio está narrando. Eu nunca vou deixar de odiar o cheiro de cigarro. Nunca vou aprender a chupar laranja sem fazer algum barulho, como também nunca vou aprender a fazer as malas para uma viajem sem colocar todo o meu guarda roupa lá dentro. Eu nunca vou saber, de fato, receber um elogio. Quando eu não rio de nervoso, rio de ironia. E, ah, eu nunca vou conseguir deixar de ironizar tudo. Nem de falar sério, rindo. Nunca. Eu nunca vou me acostumar com a ideia de que, sim, existe quem seja capaz de maltratar um animal. Eu nunca vou entender porque a população ainda aplaude de pé ou abre a boca pra falar bem de algum político. Eu nunca vou compreender essa sociedade hipócrita em que vivo. Nunca vou conseguir olhar pra minha mãe e não ver a maior heroína de todos os tempos, como também nunca vou conseguir entender como alguém não consegue se afeiçoar a própria mãe. Nunca vou entender qual a tamanha graça em fingir sentimentos, usar pessoas e maltratar corações desamparados. Eu nunca vou ser a favor da aproximação por interesse, como também nunca vou ser contra a sinceridade de cara limpa. Eu nunca vou entender porque eu continuo escrevendo como se soubesse quem sou, mesmo sem saber.

Capitule, eu nunca.  

Assim como um pássaro pousa em seu ninho para encontrar descanso, eu pouso em seus braços para descansar, Deus.

Laureane Antunes

Eu quis ligar pra alguém. Contar o que tinha acontecido, e que doía. Mas não havia ninguém ali. Ninguém com que eu pudesse contar. Ninguém disposto a abrir mão do sono para ouvir minhas queixas. Ninguém que se importasse. Então eu virei pro lado e a dor veio. Rápida. Forte. Devastadora. Senti minha alma se rasgando ao lembrar daquelas palavras. E dói. Ainda dói.

Os 13 porquês.

Saudade de quem dizia sentir saudade de mim…

Guilherme M.

E se for pra ser;
Que seja com você.

Bruno Passos.  

Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo…

Caio Fernando Abreu  

Já fui a segunda opção de alguém e não gostei. Machucou, foi exaustivo, desisti. Então, que daqui pra frente tenha: amor na mesma intensidade, importância da mesma quantidade e duração com vocação pra eternidade.

Esgotada